Você tem o mapa: o processo aberto etapa por etapa em cima da mesa. Agora entram duas perguntas de médico:
- O que a IA consegue fazer em cada etapa? — o diagnóstico — para isso serve o raio-X.
- Por onde começar? — a ordem de atendimento — para isso serve a triagem.
O raio-X (matriz de Kai-Fu Lee). Um raio-X não trata nada — ele mostra o que está acontecendo por dentro. A matriz criada por Kai-Fu Lee (um dos maiores nomes da IA no mundo, no livro AI Superpowers) é o raio-X das tarefas: cruza o que a tarefa exige (regra clara e dados de um lado; criatividade e estratégia do outro) com quanta interação humana ela envolve. O diagnóstico é direto: a IA é excelente em tarefa repetitiva, baseada em dados e com regra clara — e fraca onde é preciso empatia, criatividade ou julgamento estratégico. Cada etapa do seu mapa cai num quadrante, e o quadrante diz quem trabalha: IA faz sozinha, IA ajuda o humano (copiloto) ou humano no comando.
A triagem (matriz esforço × impacto). O raio-X diz o que dá para tratar — ele não diz quem entra primeiro na sala. Isso é a triagem do pronto-socorro: com recursos limitados, atende-se primeiro quem combina maior gravidade com tratamento mais rápido. Nos processos é igual: cruza-se o impacto de levar IA a cada etapa (horas, erro, prazo, receita) com o esforço de implementar (os dados existem? a ferramenta está na stack da Vibra? precisa de aprovação?). O quadrante nobre é o Quick Win: alto impacto, baixo esforço — é por ele que se começa.
Uma coisa o raio-X e a triagem não enxergam: restrição regulatória, acordo com o sindicato, cliente sensível, sistema que será desligado. Nada disso está no mapa. Por isso o seu papel aqui é validar e corrigir o diagnóstico do Agente — e guarde esse gesto: é exatamente o comportamento a repetir com a sua equipe quando levar este método para o departamento.
Validado o diagnóstico, falta a última transformação — a que separa workshop de resultado: virar plano. O que é um plano 30/60/90? Ninguém reforma a casa inteira num fim de semana. Reforma boa é por fases: primeiro o que destrava a rotina, depois o que muda a estrutura, por último o acabamento. O plano 30/60/90 aplica isso ao seu processo — três horizontes de 30 dias, cada um com ações, responsável, ferramenta, indicador e ritual de acompanhamento:
- 30 dias — os Quick Wins da sua matriz — vitórias rápidas que pagam o plano e convencem os céticos.
- 60 dias — o que precisa de preparação — dados a organizar, ferramenta a configurar, gente a treinar.
- 90 dias — o que depende do que veio antes — as mudanças de estrutura.
Na mesma conversa com o seu Agente, cole e envie:
A Parte 1 da resposta é a tabela do raio-X: cada etapa do mapa com a etiqueta IA faz sozinha, copiloto ou humano no comando — e o porquê em uma linha.
Confira com a régua do diagnóstico: etapa com regra clara e dados etiquetada como "humano no comando"? Questione. Etapa de negociação delicada etiquetada como "IA faz sozinha"? Anote — a correção vai no próximo passo.
A Parte 2 é a triagem: esforço × impacto e a matriz priorizada com os quadrantes. Agora entra a sua parte — e nada para copiar: depois de apresentar a matriz, o próprio Agente pergunta o que você corrigiria. Responda na conversa com o conhecimento que não está em nenhum dado:
- O que só você sabe — "a etapa 4 não pode ser automatizada — exigência regulatória", "o impacto da etapa 2 está subestimado: são ~10 h por semana", "mexer na etapa 6 depende de aprovação da diretoria".
- Quantas rodadas precisar — ele refaz a triagem e pergunta de novo; repita até o diagnóstico refletir a realidade.
- Nada a corrigir? — responda que a triagem está validada e é a versão final.
Quando você confirmar, o Agente fecha a MATRIZ DE OPORTUNIDADES PRIORIZADAS em VERSÃO FINAL — Quick Wins no topo, com o quadrante de cada oportunidade.
O Agente às vezes batiza os quadrantes com nomes compostos — "Encaixe (Copiloto Operacional)", "Quick Win Estratégico". Não é erro: o que importa é a ordem da fila (Quick Wins no topo) e a justificativa de esforço × impacto de cada linha.
Com a matriz validada, chegou a hora de transformar o diagnóstico em plano. Antes do plano, o Agente faz o redesenho AI-First: o processo lado a lado, antes (como é hoje) e depois (como fica com IA) — desenhando cada etapa com a pergunta "o que a IA assume aqui?" e deixando com humanos o que humanos fazem melhor. Na mesma conversa, cole e envie:
O prompt lista as ferramentas da Vibra, mas o Agente escolhe só as que fazem sentido para o seu processo — se NotebookLM ou Deep Research não aparecerem no seu plano, não é erro: é critério.
Percorra o plano com três perguntas por horizonte:
- As ações dos 30 dias são mesmo Quick Wins? — se a primeira ação já depende de aprovação de outra área, ela é de 60 ou 90.
- Cada ação tem dono? — "a equipe faz" não é dono — o papel certo da sua equipe é.
- Cada indicador tem baseline e meta? — sem o número de hoje, a meta de amanhã não significa nada.
O que falhar no teste, mande de volta: responda na conversa apontando o ajuste ("a ação X não tem dono; o baseline de Y é 12 h/semana, não 8") e peça a correção.
O Agente costuma apresentar cada horizonte numa tabela de duas colunas (Dimensão | Detalhamento: ações, responsáveis, ferramentas, indicadores, ritual) em vez de uma linha por ação. O conteúdo é o mesmo — confira os cinco elementos, não o layout.
Nada para copiar aqui: o Agente vai perguntar o que precisa de ajuste no plano. Responda na conversa, apontando direto — "a ação X não tem dono", "o baseline de Y é 12 h/semana, não 8" — quantas rodadas precisar. Quando estiver redondo, confirme que é a versão final: ele fecha num único documento estruturado (redesenho antes vs. depois + plano 30/60/90 completo), formatado para compartilhar.
Este documento é o entregável do Módulo 2: o planejamento de implementação do processo redesenhado. Copie a resposta e guarde. Aproveite e tire também os prints dos entregáveis anteriores — inventário e mapa (atividade anterior) e matriz priorizada (passo 03 desta atividade): eles formam o pacote do módulo, que você envia no Desafio.
Entregáveis desta atividade
- O raio-X do processo — cada etapa etiquetada: IA faz sozinha, copiloto ou humano no comando, com o porquê.
- A matriz de oportunidades priorizadas em versão final — esforço × impacto, com os Quick Wins identificados no topo.
- O redesenho AI-First do processo — antes vs. depois, etapa por etapa, com o papel da IA em cada uma.
- O plano de implementação 30/60/90 em versão final — ações, donos, ferramentas da stack Vibra, indicadores baseline → meta e rituais. Este é o entregável do Módulo 2.
- O pacote completo do módulo pronto para envio: plano + prints do inventário, do mapa e da matriz priorizada.
Cole o prompt abaixo no seu Agente para gerar o dossiê consolidado do processo campeão em um bloco único.
Envie o e-mail para rafael@deltaacademy.com.br com o assunto e o corpo acima já preenchidos.
Depois do workshop, você pode encaminhar para cada liderado o tutorial específico do time — cada pessoa devolve o próprio one-page do processo que executa. É uma atividade complementar, feita fora do horário do workshop e sem passo a passo aqui.
Abrir o tutorial dos liderados →Com o dossiê enviado, você fecha o Bloco Expandir. A próxima etapa do workshop é o Bloco Disruptar: caçar os ativos únicos da Vibra energia e transformar um deles no pitch de um novo negócio.